Poupar moedas ou fazê-las circular?
10 de abril de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |A comunicação é a mola de muitos processos, desde um relacionamento emocional quanto as atividades corporativas. Quando não existe uma comunicação eficiente, ou seja, trocas de informações, discussões claras e francas, deparamos com uma série de entraves e tenho certeza que todas as pessoas já passaram por um problema ocasionado pela falta de comunicação.
É pelo visto, o nosso governo, mais precisamente os “profissionais” que lidam com a comunicação para a massa estão da mesma forma com um problema de comunicação interna.
A Caixa Econômica colocou no ar uma campanha criada pela Fischer América, onde desenvolveram cofrinhos com os “Poupançudos”, uns bichinhos simpáticos que promovem a motivação para que as crianças guardem suas moedas lá e depois de cheios, levem para uma poupança da Caixa. Quando eu era criança, lembro de ter esta prática também e demorava muito para o cofrinho encher e levar até o banco.
Ao mesmo tempo, o Banco Central vai gastar 8 milhões de reais para pedir ao brasileiro para que não guarde as moedas em casa, que circulem com elas, pois não utilizando elas se torna um grande prejuízo para o país.
As duas campanhas são excelentes, mas será que estou confuso a ponto de achar que elas falam sobre a mesma coisa só que em direções contrárias?
Para saber mais: releases sobre os Poupançudos e nota sobre a campanha do Banco Central



A CAIXA é líder absoluta no segmento Poupança e com a campanha busca a fidelidade do público jovem como forma de manter a liderança. A idéia de utilizar “mascotes”, no caso os “Poupançudos” não é original e remete aos bichinhos da Parmalat. Embora estatal, a CAIXA concorre com os Bancos Privados, o
que não é nada fácil. O Banco Central cumpre o seu papel como “gestor” de todos os bancos ao utilizar a campanha pela circulação das moedas, que realmente estão escassas no mercado. Embora estatais, os bancos têm objetivos distintos e daí decorre essa diferença de target.