Perigo! a defesa do Meio Ambiente está na Moda
20 de julho de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |
Concordo com a designer Anya Hindmarch, americana que criou sacolas de algodão que são vendidas no mundo todo. Ela disse: “Odeio a idéia de por a defesa do ambiente como moda, mas é necessário colocá-la em evidência para que se torne um hábito”.
Disse isso pelo que está acontecendo no mundo por conta das sacolas “ecológicas”, feitas de algodão, para substituir as sacolas de plástico que usamos nas compras dos supermercados. Todos sabem que o plástico demora cerca de 500 anos para se desintegrar e com esta onda de cuidado com o meio ambiente, está na moda andar com as sacolas criadas pela designer, com a inscrição “Não Sou uma Sacola de Plástico” (I´m not a plastic bag).
Segundo notícia, quatro estabelecimentos da rede de lojas de produtos orgânicos Whole Foods, em Manhattan, colocaram à venda cerca de 20 mil sacolas ecológicas. Centenas de pessoas fizeram fila antes da abertura da loja na quarta-feira (18) para comprar a sacola, de US$ 15, em poucos minutos. O furor que essas sacolas despertam foi tamanho que, no mês passado, a Polícia de Taiwan teve que dispersar um tumulto gerado pela venda que levou 30 pessoas para o hospital.
Tudo bem que todos comprem as sacolas e parem de usar as de plástico. Mas o perigo está em usar a bolsa para “desfilar” e continuar usando as de plástico nos supermercados. Moda é igual a dor de barriga, acontece e passa. O cuidado com o meio-ambiente não pode ter este princípio. Deve fazer parte da nossa vida, até porque, sem o meio-ambiente saudável, não teremos vida….simples!
Leia nota no site Ambiente Brasil e veja as bolsas no site da Anya Hindmarch.



Amigos, a Fundação Biótica, ONG ambiental de Campo Grande/MS, http://www.biotica.org.br , http://funbio-biotica.blogspot.com ,criou um Fundo de compensações sócio ambientais que tem como objetivo ajudar prevenir o aquecimento global recuperando áreas degradadas, impedindo desmatamentos e executar projetos de inclusão social em populações de risco. Para isso está recebendo doações de qualquer valor na conta corrente nº 5958-7 da agência 4211-0 do Bco. do Brasil. Fale com contato@biotica.org.br . Peço que divulguem e doem. Abr. Jorge
Saudações a todos os leitores,
Por meio deste texto ao qual me dirijo a vocês, gostaria de fazer algumas considerações que me deixa indignado e desanimado, relacionados às questões de problemas ambientais principalmente o caso do efeito estufa.
Há vários anos trabalho em indústria e sendo eu técnico em química, me senti na obrigação de contribuir para que o setor industrial, tido como grande vilão na questão das emissões de gases de efeito estufa (aquelas que se usam de BPF e Xisto em caldeiras, fornos ou maçaricos) reduzisse esse impacto. Dediquei vários anos de minha vida em pesquisa de uma forma de combustível que fosse menos poluente.
Após desenvolver um óleo natural feito a base de triglicerídeos animais e vegetais, notei que quando se trata da proteção do meio ambiente muito se fala e pouco se faz. O setor industrial brasileiro não se importa tanto com nosso planeta como se tem noticiado. As empresas mesmo sabendo que não há alterações no custo x benefício e em equipamentos, para o uso de biocombustíveis, não fazem questão de usá-los ou pelo menos experimentarem (claro que existem algumas exceções).
Além disso, também posso citar a questão de que por alguma razão o nosso governo, ou órgão do meio ambiente são de difícil acesso para este tipo de projeto.
Anos atrás, nosso país sofreu uma crise no mercado de subprodutos bovino. O sebo bovino nessa época chegou a custar R$ 0,20 o kilograma, sendo usado para queima em caldeiras e maçaricos de secagem de massa asfáltica. Sendo feito um estudo sobre essa prática e mostrando que ela contribuía significativamente para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Porém ele se mostrava um pouco falha quanto ao desempenho quando comparado a produtos de origem fóssil. Mas como o sebo é uma matéria prima importante no setor de higiene e limpeza e agora na produção de biodiesel, seu uso in natura para queima industrial ficou inviável devido as suas oscilações de preço.
Partindo de que algumas indústrias tinham grande interesse em utilizar biocombustíveis, pesquisei durante anos um combustível renovável que se equiparasse em custo x beneficio aos concorrentes de origem fóssil. Sabendo que os combustíveis fósseis geram uma grande quantidade de dióxido de enxofre (SO2), responsável direto pelas chuvas ácidas e monóxido de carbono (CO) que é um gás extremamente tóxico para a saúde humana, além de particulados que impregnam o solo, o lençol freático e até mesmo as coberturas vegetais próximas, fico sem compreender a resistência que encontro ao tentar apresentar minha pesquisa a indústrias. O biocombustível por mim desenvolvido apresenta em sua composição 18% de oxigênio (O2) 12% de hidrogênio (H2) 69,95% de carbono (C). Segundo laudo do IPT ( Instituto de Pesquisa e Tecnologia) esse biocombustível por ser oxigenado decompõe-se durante sua queima apenas em vapor de água (H2O) e dióxido de carbono (CO2), sendo o último fixado pelas plantas que são cultivadas para a sua produção, durante seu crescimento pela fotossíntese, mostra que ele apresenta balanço nulo quanto ao aumento de CO2 na atmosfera.
Para finalizar gostaria de lhe dizer que me encontro extremamente desanimado por perceber que nem todo mundo se preocupa com a saúde de nosso planeta. Gostaria de contar com o apoio de todos que chegarem a ler esta carta para divulgar essa alternativa de energia.
Obrigado pela sua atenção.
Henrique Alves
Obs.: Para qualquer esclarecimento ou dúvida entre em contato pelo henriquealvesgerdes@gmail.com