Os prêmios “Top of Mind” estão com os dias contados.
12 de fevereiro de 2008 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |Sou profissional de comunicação, desenvolvo estratégias de marketing e relacionamento para empresas que querem melhor se posicionar, aplico meu conhecimento (e os novos sobre a tal web 2.0) na construção de marcas e negócios para alguns blogs, mas tenho o bom senso que tudo tem limite.
Acabo de ler um release da Nielsen, informando que se aliou a NeuroFocus para juntas, desenvolverem novas formas de mensuração e métricas, utilizando os mais avançados recursos da neurociência para buscar “dentro da mente” dos consumidores, seus reais desejos e necessidades.
Existem técnicas das mais diversas para se conhecer e reconhecer os desejos dos consumidores. A mais simples e básica é perguntar. Ok, isso nem é tão fácil assim, mas convenhamos, se perguntando e o indivíduo respondendo, já é um começo de aproximação e sem dúvida existe uma simpatia entre a pessoa e a marca.
Agora, pesquisar, monitorar e avaliar ondas cerebrais, movimentos dos olhos e condutividade da pele de consumidores, tudo para desenvolver o melhor filme de 30″, a melhor peça publicitária, embalagens que “nos chamam” de longe e com isso induzir ao consumo é passar da conta.
Desta forma, os prêmios e as pesquisas que apontam quais as marcas estão nas mentes dos consumidores – os “Top of Mind” – não servem para mais nada. Saudades que tenho do overlay de papel e das fontes em LetraSet para preparar arte-final.
Mesmo com toda interatividade proporcionada pela web, onde as marcas podem se relacionar em tempo real com os seus públicos-alvo, ainda é válido saber se aproximar de um consumidor e conquistá-lo pela experiência, atendendo o que ele quer e espera.
Você pode pensar que isso é quase romântico da minha parte, mas desenhar uma estratégia para atrair a atenção de uma determinada pessoa para um produto e\ou serviço, creio que é muito mais concreto do que fazer exatamente o que o cérebro destas pessoas querem.
Isso me soa muito vazio e fácil de se perder, pois o indivíduo não mantém um padrão de consumo para sempre. As vezes ele pode gostar do azul, porque está em um momento relaxado, outra vez pode preferir o vermelho, por estar tenso, se é que você me entende.
Mas é lógico, deve haver fundamento em se investir milhões de dólares em pesquisas que facilitariam e muito a decisão de investimentos em marketing e comunicação das empresas.
Só não vejo que seja justo.
Tudo bem, se você piscou, olhos para os lados, coçou a cabeça e fez um movimento com o dedo sobre o mouse para rolar a tela até aqui em baixo, creio que já entendi o que seu cérebro quer ler aqui no blog.
Sigamos em frente…


