Não invente a roda, gire-a de várias maneiras diferentes!
23 de setembro de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |Domingo passado já não foi suficiente com o tema sobre a organização e institucionalização da blogosfera.
Hoje, um novo domingo que dedico para colocar projetos em dia e vem o Wagner “Boombust” Fontoura provocar… e agora com suas perguntas que não querem se calar e respostas que teimam em não aparecer, partindo da corrente de informação que começou com a fuga de cérebros, passando por aqueles que não gostam de propaganda e por contradições inteligentes.
O mundo gira em torno da comunicação.
Tem milhares de exemplos para justificar esta afirmação acima, mas vou no mais singelo e simples. Quando um bebê está com fome ele grita, dizendo que tem alguma coisa errada, certo? Quando a mãe se aproxima com o seio cheio de leite, inicia-se um relacionamento entre os dois, certo? Quando estão juntos, conhecem um ao outro, sabem o que gostam, o que desejam, quais as necessidades, certo? Daí por diante, a mãe passa a entender melhor seu filho e o mesmo se dá ao contrário, certo?
Bingo!
Vamos para o mercado. Uma empresa para sobreviver, pagar seus funcionários, ter lucro, etc, precisa dizer para seu mercado o que ela faz, como faz e como usar seu produto ou serviço, certo? Uma pessoa que tem alguma necessidade ou desejo que pode ser atendido por aquela empresa, recebe a informação de alguma forma, certo? Esta pessoa se interessa pelo que a tal empresa está oferecendo e consome, certo? Só que além disso, é interessante a empresa saber se o que ela faz, realmente atendeu as expectativas da pessoa, ao mesmo tempo que seria muito bacana a pessoa poder dizer para aquela empresa, o que pode ser feito para ficar melhor ainda, certo? A partir disso, todos ficam felizes, a empresa porque conquistou um cliente (terá lucro, pagará salário, crescerá) e a pessoa porque tem seus desejos e necessidades específicos atendidos.
Bingo de novo!
Como fazemos chegar o que a empresa faz, até a pessoa que precisa?
* Para a massa (tudo bem, com alguma segmentação): televisão, rádio, jornal, mídia exterior….
* De forma dirigida, mas sem interação: mala direta….
* De forma dirigida, com interação: websites, e-mail marketing, sms, eventos, telemarketing…
* De forma dirigida, de uma pessoa para outra, com possibilidade de total interação e possibilidade de se entender os desejos e necessidades do público-alvo: blog (blog?????).
A roda sempre será a mesma, fazer chegar a informação para o público-alvo, seja para a massa ou para nichos. O que todos temos que fazer é girá-la diferente.
Não tem “a melhor mídia”, tem o melhor canal de comunicação de acordo com a estratégia e sinceramente, se apostar em um apenas, a empresa ficará com a impressão de que o investimento em comunicação é na verdade custo.
<pausa para outro raciocínio>Aquele indivíduo que é contra a comunicação (que a grande maioria chama apenas de propaganda) deve deixar de tomar Coca-Cola, não usar Dove, não abrir a geladeira e encontrar uma caixa da Parmalat, não entrar no seu Astra…e ir para uma ilha no meio do Pacífico.</pausa para outro raciocínio>
Portanto, meu caro amigo e parceiro Wagner, suas perguntas são realmente fascinantes e motivam a todos ao raciocínio, inclusive eu. Mas penso que se não simplificarmos a maneira de olhar para a tal blogosfera, vamos ver muita gente andando nas vias virtuais sem noção para onde estão indo.


