Multinível de questões sobre o Marketing Multinível – Parte I
21 de maio de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |Sou um eterno incomodado. Normalmente me deparo com situações onde questiono a informação isto porque sempre encontro centenas de pontos de vistas, favoráveis e\ou contrários. Isto se aplica a qualquer assunto, seja ele sobre relacionamento entre pessoas, relação com Deus e a fé, atuações e estratégias profissionais, educação dos filhos, etc. Ou seja, uma centena de milhões de assuntos…tudo! rs
Há tempos que fui apresentado ao Marketing Multinível. Na verdade, desde o início dos anos 1990, quando uma amiga tentou me convencer a pagar (na época) 50 dólares para “comprar” a pasta da AmWay. Naquele momento eu teria sido o segundo brasileiro a fazer parte desta organização. Pelo que sei, esta minha amiga já abandonou há tempos a AmWay e hoje vive de luz.
Venho acompanhando e lendo com curiosidade algumas iniciativas de empresas que usam e aplicam a estratégia da distribuição de seus produtos\serviços através do chamado Marketing de Rede ou Marketing Multinível. Tenho um amigo de infância que não só foi “mordido” pela estratégia, fazendo parte de uma organização, como a defende ferozmente e ele está correto, pois se não acreditar, nada na vida dá certo.
Ocorre que tenho algumas considerações. Não que ache errado o princípio básico, mas discordo da forma como o Marketing Multinível é apresentado e divulgado em nosso país. Não faço parte de nenhuma organização (ainda, pois pode ser que em algum momento eu encontre algo que realmente me incentive), mas tenho uma idéia de colocar em discussão esta estratégia e talvez, de alguma forma, ajudar a desmistificar, valorizar ou até derrubar o MMN, e quem sabe ajudar as pessoas a formarem opiniões.
O primeiro princípio que percebo, nas diversas iniciativas que tive acesso (um parênteses: tenho conversado com muitas pessoas que já aderiram a organizações, tal como um “consumidor fantasma”, para poder ter acesso a como posso conquistar as “oportunidades de altos ganhos”) é que os famosos rendimentos se dão basicamente na “venda” de adesões, visto que a comissão pelo consumo dos produtos\serviços – a princípio – são baixos.
Algum tempo atrás publiquei um texto aqui, chamado “Multinível de (des)confiança” onde relatava alguns contatos que tive e que ficou claro que a base desta estratégia é a possível confiança que o indivíduo passa sobre seu produto ou serviço e infelizmente os exemplos que citei no post não tinham este poder.
Tive acesso a uma entrevista de um americano chamado Paul Zane Pilzer, que parece ter sido o primeiro economista a defender o MMN e a parte que mais atraiu minha atenção é a que ele identifica esta estratégia como a melhor para a “distribuição intelectual”, ou seja, um consumidor irá se interessar pelo tal produto ou serviço se for impactado por alguém que confie e que já tenha usado o mesmo produto.
Neste caso, eu entendo que é efetivamente a essência da estratégia de distribuição do Marketing Multinível e sobre isto, vou tentar discorrer em um próximo texto, onde procurarei apresentar um multinível de questões sobre o Marketing Multinível.



Duas máximas que servem de ponto de partida para um debate absolutamente instigante: 1) TODO SER HUMANO NORMAL É INSATISFEITO (nunca foi contestada esta maxima dita por Harold A. Maslow pai da hierarquização das necessidades) vejo em você meu caro Ricardo uma pessoa muito normal em busca de um conhecimento; 2) O MUNDO É DIVIDO EM DUAS CATEGORIAS DE PESSOAS: AS QUE ACREDITAM E AS QUE NÃO ACREDITAM…portanto, saiba que os pioneiros sempre fazem algo que tem lá a sua meritocracia, ela precisa acreditar muito antes que todos para começar qualquer processo humano.
Parabéns e continue nesta empreitada! Do seu amigo de infância que acredita sim!!!