Fazer mercado é se antecipar…
18 de junho de 2008 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |… e você é capaz de fazer isso.
Não se pode mais negar que a interconectividade e interatividade proporcionadas pela web é fato e faz parte do dia-a-dia de todos. Mais ainda, é fato que daqui a pouco – e uns dizem 15 anos – a geração de consumidores estará completamente reformulada e mudada.
Por conta destas premissas que os bancos estão (ou precisam) se preparando para atender aos novos correntistas, mais conhecidos como “nativos digitais”, aqueles que nasceram nos últimos 5 ou 10 anos, já usando computadores e celulares.
Foi o que apontou Gary Curtis, chief technology strategist da consultoria americana Accenture, em palestra no Ciab, o maior evento de tecnologia para o mercado financeiro do país, que aconteceu em São Paulo, quando afirmou que “essa geração já tomou conta da indústria da música e vimos o que aconteceu: uma implosão do modelo tradicional de negócios“, conforme publicado pela Época Negócios.
O que ele quis dizer é que as empresas que querem se manter no mercado precisam perceber e se antecipar (pelo menos não perder o bonde) ao novo mercado.
Aproveitando o segmento do tal evento – mercado financeiro – e apenas para ilustrar o que é “pensar na frente”, existe um caso clássico que é do Banco do Brasil. Lá nos início dos anos 1990 perceberam que a maioria dos seus correntistas era formada por aposentados, e que naturalmente iriam morrer. Se mantivessem este padrão de público-alvo, em alguns anos o banco não teria mais correntistas. Então passaram a patrocinar o volei brasileiro, como uma das estratégias de rejuvenescer a marca e atrair os jovens para o banco.
Então, conforme afirmei na primeira frase, você é capaz de ajudar as empresas a se antecipar a este novo consumidor. Pense bem, você não é heavy-user da web? Não participa de dezenas de redes sociais? Não se relaciona virtualmente com um sem número de pessoas? Não usa o celular para estar conectado ao mundo? Não mantêm um blog? Se respondeu “sim” para todas ou pelo menos a maioria esmagadora, você é “o cara”, ou “a moça”.
Conforme relatei no texto anterior, você pode e deve apresentar ao mercado muitas boas idéias, mas lembrando que este mesmo mercado precisa de ajuda, ou seja, você precisa dizer o que vai fazer, como, o que poderá trazer de resultado e quanto custará.
Não é fácil, mas também não é impossível!



Creio que de certa forma nós ‘fazemos por onde’, contudo as empresas ainda não estão sendo capazes o suficiente para perceber este movimento.