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Empresa quer acabar com a conta de celular.

5 de outubro de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |

Dessa vez o site da CartaCapital me deu um belo assunto para servir de inspiração para esta sexta-feira. Final da semana, a mente já não funciona bem e a partir de segunda-feira inicio um novo projeto, mas isso é uma outra história.

A matéria que destaco hoje é sobre uma empresas inglesa, a Blyk, fundada por um ex-presidente da Nokia. A proposta desta empresa é fornecer gratuitamente um cartão SIM de celular, onde o usuário não pagaria a conta, pois a mesma será paga por empresas que veicularão suas campanhas através de mensagens de texto.

O repórter Felipe Mendonça faz uma análise interessante do negócio da Blyk, com base nos números que a empresa aponta, ou seja, o cliente que se cadastrar poderá mandar até 217 mensagens de texto e falar 43 minutos de graça.

Como o público-alvo da empresa é formado por pessoas na faixa etária de 16 a 24 anos, o Felipe acredita que essa limitação de mensagens e minutos pode dar errado, já que para usar mais, o cliente teria que pagar um valor mais alto que as demais cias de telefonia celular. E este público fala e manda muitas mensagens de texto.

Mas o que eu queria destacar é sobre uma frase que já usei: não precisamos inventar a roda, basta rodá-la de maneira diferente.

A estratégia da Blyk é inteligente, mas não tem nada de novo, a não ser o meio de comunicação, neste caso o celular.

Em 1999, eu fazia parte de uma start-up na internet, chamada eMail Company e tínhamos um produto chamado BônusMail.

A mecânica era a mesma da Blyk, ou seja, captávamos o perfil dos usuários através de diversas perguntas sobre seus estilos de vida. E da mesma forma, gerávamos nichos de público, cruzando as informações e apresentávamos estes nichos para as empresas.

É claro, tanto no BônusMail quanto na Blyk, existia e existe um item importante, ou seja, o opt-in (a autorização para envio de mensagens) e a partir disso eram e são enviadas campanhas segmentadas.

Na Blyk o cliente ganha torpedos e minutos de conversas grátis, no BônusMail o cliente acumulava pontos por interagir com as campanhas e depois trocava por produtos. Um sucesso, se a bolha não tivesse estourado.

Sobre a tal roda, é claro que ainda veremos algumas novas ações de comunicação e relacionamento diferentes, totalmente inovadoras e do tipo “UAU! Como não pensei nisso antes?”.

Mas ainda existem muitas outras formas de se desenvolver estratégias de comunicação e relacionamento, com objetivo de formatar uma base de dados, criar um canal seguro de comunicação entre a empresa e seus consumidores e obter crescimento.

É preciso uma boa dose de coragem e iniciativa para colocar uma idéia em prática. Tanto da empresa que a desenvolveu, quanto das empresas em usá-las. O Nossa Opinião representa um décimo do que estou me referindo, mas é uma aposta!

Em todo caso, parabéns para a Blyk que mesmo com opiniões contrárias dizendo que pode não dar certo, formatou um plano de negócios (é claro, com a facilidade de ser um ex-presidente da Nokia), conquistou e cativou empresas patrocinadoras e teve capacidade financeira de lançar o produto.

E você, vai ficar olhando a roda girar?

[tags] marketing, relacionamento, carta capital[/tags]

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