E a indústria descobre o potencial do comércio eletrônico.
22 de junho de 2009 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo, Varejo |Tenho reparado numa crescente – tímida, mas interessante – participação de indústrias no segmento do comércio eletrônico, talvez de olho nos números e potencialização das suas marcas, bem como no relacionamento com seus consumidores.
Afinal, só no primeiro trimestre de 2009, o comércio eletrônico nacional movimentou mais de 2,3 bilhões de reais. Junte a isso mais um número: no Brasil existem cerca de 60 milhões de PCs instalados, o equivalente a um equipamento para cada 3 habitantes. Tudo bem que nem tudo está conectado na Internet, mas podemos pensar que uma hora vai haver conexão concorda?
Ainda falando em números, tem alguns que ajudam a prever ou até mesmo apontar um possível crescimento da participação das indústrias no comércio eletrônico. Estes foram divulgados em maio deste ano pela FGV, a partir de uma pesquisa sobre o volume de investimento da receita líquida das empresas no e-commerce, comparando o ano de 2008 com 2007.
Sobre o valor % da receita líquida aplicada como investimento no comércio eletrônico, vemos a Indústria ainda longe dos segmentos de Serviço e Comércio.
- Setor de Serviços: 1,98% da receita líquida investida em comércio eletrônico
- Setor do Comércio: 1,29% da receita líquida investida em comércio eletrônico
- Setor da Indústria: 0,41% da receita líquida investida em comércio eletrônico
Mas em se tratando do relacionamento direto entre as empresas e seus consumidores via uma estrutura de comércio eletrônico, a Indústria não só passou os Serviços como encostou no setor do Comércio.
- Setor do Comércio: crecimento aproximando de 26%
- Setor da Indústria: aumento de quase 25%
- Setor de Serviços: alta em pouco mais de 24%
E aí, arrisco alguns dos motivos que levam uma Indústria a olhar com outros olhos para o investimento em uma loja de comércio eletrônico:
- Gerar relacionamento entre sua marca e seus consumidores
- Entender diretamente o perfil do consumidor, quais são seus desejos e necessidades
- Criar uma loja especializada, oferecendo diferenciais para seus consumidores (que aliás, é a estratégia que eu aposto)
- Ah, claro, vender…
Para alguns que pensam que “uma loja virtual de uma indústria pode trazer problemas com o trade”, digo que por mais que esta loja seja grande e forte, o trade (físico e até virtual) nunca deixará de vender, visto que o mix de produtos deles será sempre muito maior, somando ainda a diversidade de marcas que são comercializadas pelos mesmos.
Para ilustrar a participação da Indústria no comércio eletrônico, fiz um pequeno levantamento. é claro que existem muito mais exemplos, mas estes aqui demonstram a diversidade de indústrias que estão apostando em mais um canal de resultados!
Leia Também
- Os números da Internet e do Comércio Eletrônico no primeiro semestre de 2009.
- O novo mercado da gestão de lojas virtuais. A aposta em uma parceria de sucesso.
- Comércio Eletrônico. Ainda tem espaço para muitas empresas.
- O crescimento da venda de móveis pela web e o crescimento de novos internautas.
- Comércio justo e solidário.










