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A moeda da nova economia – Emoção!

23 de outubro de 2007 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |

É fato que o mundo do consumo está vivendo uma revolução, no que diz respeito a maneira como as pessoas são abordadas pela comunicação dos produtos e serviços. As empresas estão buscando uma forma menos intrusiva, com redução no custo e efetivo retorno sobre o investimento.

É fato também que estão surgindo diversos canais de comunicação e relacionamento e a velocidade que isso ocorre causa um verdadeiro estresse para os estrategistas.

As empresas estão buscando seus pontos de diferenciação, para efetivamente serem bem lembradas pelos consumidores. Sinceramente não acredito mais em fidelização, como foi tanto desenvolvido através de estratégias nos últimos anos, mas num maior envolvimento entre as pessoas e as empresas.

Lendo agora um artigo (para assinantes do HSM On LIne) do Kevin Roberts, CEO da Saatchi & Saatchi, ele fala sobre a nova economia da atração.

Basicamente é criar um envolvimento emocional entre a sua marca e seu consumidor. Não existe regra nem MBA para ensinar como fazê-lo, mas certamente encontramos no princípio do relacionamento entre pessoas, um caminho inicial para idéias.

Em primeiro lugar, atenção. Uma empresa se relaciona com seus consumidores através de pessoas, ou seja, seus funcionários precisam ter a atenção e o cuidado da sua empresa, para que possam dar a mesma atenção para seus consumidores.

Em seguida, entendimento dos desejos e necessidades. Aqui entra uma grande aliada que é a tecnologia. Um banco de dados usado com inteligência e bom senso, é capaz de impactar de forma muito positiva seu cliente. Um exemplo simples é sua empresa lembrar seu consumidor qual foi a última compra e oferecer benefícios de acordo com seu perfil e estilo de vida.

Segundo Kevin, e concordo com ele, embora a idéia da atração seja simples, os profissionais de marketing a desvalorizaram, relegando-a à tradição da teatralidade, parques temáticos e passeios em alta velocidade. Eles ignoraram as nuances das atrações pessoais, o ponto onde as emoções criam intimidade.

As emoções humanas são as grandes reservas da Economia da Atração. É difícil determinar uma emoção de maneira conclusiva, pois suas complexidades são incomensuráveis. Devemos aceitá-las como elas são. Nossos músculos faciais podem se mover em 10 mil combinações possíveis para revelar o que estamos sentindo. Na Economia da Atração não existe “acertou, ganhou”.

A atração exige emoção, mas emoção com propósito. Veja diagrama abaixo:

Economia da Atração - Kevin Roberts
Como pode reparar, um dos pontos adotados pelo CEO da Saatchi & Saatchi é o contato humano e principalmente o valor da nova economia, onde o consumidor é parte completamente integrante das estratégias das empresas.

Uma empresa que desenvolve seus objetivos baseados apenas no crescimento e aumento de seu espaço no mercado, tende a ter uma evolução momentânea, mas não sustentada por muito tempo.

E imagino que todo empreendedor quer que sua empresa exista e sobreviva por muitos e muito anos.

Criar uma estratégia que envolva emocionalmente seu cliente não é nada fácil, pelo contrário. Mas se você começar a pensar que o relacionamento é a alma do negócio, talvez comece a vislumbrar por onde começar.

Boa sorte!

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5 Comentários para “A moeda da nova economia – Emoção!”

  1. Bel Marques - 23 de outubro de 2007 às 14:49

    Oi Ricardo

    Valeu as dicas que me deste sobre Blogs. Dei uma arrumadinha no meu e até já estou mais opinativa em algumas coisas que posto por lá. Mas como te falei o objetivo é mesmo de dar mais noticias sobre as areas foco do blog.
    Mas tô tentando…muito timidamente. Aliás descobri que sou muito tímida prá escrever, rsrsrrsr. Ao contrário do que falar, pensei até em gravar as opiniões em video e postar por lá…rsrsrs
    Quanto ao tema do post, acho que se enquadra na onda de responsabilidade social que algumas empresas estão adotando só por ser a palavra do momento sem as pessoas (diretoria) estarem realmente envolvidas. Por isso eu creio que uma das bases do relacionamento entre empresa e consumidor passa pela “preocupação” que esta demostra pelo todo.
    Abs.

  2. Johnny Lopes - 24 de outubro de 2007 às 09:45

    Bom dia Ricardo.

    Estou fazendo uma pesquisa na internet sobre o assunto “Valor da Marca / Responsabilidade Social / Lucro”, e pude ver que seu blog é um dos que mais trata do assunto.
    O objetivo da minha pesquisa é obter dados reais de aumento de lucratividade e valor da marca devido a ações sócio-ambientais.
    Sou publicitário em formação, e apresentarei uma pequena palestra para minha sala, com o objetivo de convencer empresários a aderir a essa nova tendência.
    Como sabemos, só é possível convencer pessoas condicionadas a números, com números. Gostaria então de se possível você me indicar algum lugar onde conseguir esses números ou se puder (tiver) algo para me enviar, ficaria grato.

    Parabéns pelo Blog, e desculpe entrar em contato por aqui, mas foi a única forma que encontrei.

  3. Luiz Edmundo - 24 de outubro de 2007 às 16:32

    Cabianca, esse termos nova economia é qual nova economia?A nova economia doa era pre-bolha? Já falamos muito sob re ela nos tempos da Widebiz, lemra-se?

    Sem contar que discordo dessa colocação, a Venda pela Emoção não tem nada de novo, o presidente (acho) da ferrari já disse há mais de 20 anos atras, “Não vendemos Carros, vendemos emoção…”

  4. Ca'bianca - 24 de outubro de 2007 às 18:10

    Luiz, sempre me recordo dos bons tempos de Widebiz…rs

    Bem, sei que a venda pela emoção não tem nada de novo. O que o Kevin aponta – e eu concordo – é que as empresas, apesar de saberem isso a tempos, não usam estratégias para envolver o cliente, apenas empurrar produtos e serviços…

    Gde abraço e grato pela sua visita e participação!

  5. Ca'bianca - 24 de outubro de 2007 às 22:49

    Johnny, grato pela sua visita!

    Olha, realmente é muito difícil ter acesso a números das empresas que realmente investem, mas creio que se vc tentar entrar em contato e sendo estudante, poderá ter sucesso.

    Sugiro procurar a Fundação Boticário e até baixar os relatórios deles (http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/menuitem.fbb452e7dfa2b5a9e4e25afce2008a0c/?epi_menuGrafico=Sobre_Fundacao&item_Menu=0)

    Outro caminho é a Coelce, cia de energia do Ceará, conforme escrevi em http://www.cabianca.net/social/?p=34.

    De qualquer forma vou continuar procurando, pois tbm tenho interesse.

    Grande abraço!

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