A Internet vende até sala de jantar completa.
2 de janeiro de 2008 | Publicado por Ricardo Cabianca | Arquivado em Corporativo |No início do ano passado, lembro de ter lido (como em todos os anos) que a previsão de crescimento das vendas on line para 2007 era muito positiva. A eBit havia feito uma previsão de crescimento de cerca de 45% e já no primeiro trimestre de 2007 a mesma consultoria apontava um crescimento de 53%, sempre em relação ao mesmo período do ano anterior.
Nestas duas semanas “desligado” do mundo on line, li uma matéria (para cadastrados) no jornal O Globo (sim, estava no Rio de Janeiro, praia, sol etc e tal…) que as compras on line alcançaram a cifra de 1 bilhão de reais nos 40 dias que antecedem o Natal.
A previsão para este ano de 2008 não são nada diferentes. Ainda não li nenhum número, até porque temos que aguardar as últimas contas, mas certamente serão tão ou mais astronômicos – levando-se em conta que o público consumidor via web ainda é muito incipiente: apenas 5% da fatia total do varejo brasileiro.
Muitas lojas e segmentos do varejo on line acompanharam estes números, mas sinceramente, gosto de encontrar situações inusitadas que derrubam qualquer “padrão” e ainda ajudam a amplificar algumas certezas.
Lembra quando no século passado diziam que “seria uma loucura esta coisa de vender via web, pois o consumidor precisa tocar o produto”? Pois bem, aqui em Curitiba tem uma loja de móveis que vende até sala de jantar completa via web!

A LojasKD está há 4 anos presente na web com sua loja, que vende mais que as 2 lojas físicas e com um diferencial – cresceu cerca de 50% no primeiro semestre de 2007, frente aos 10% do varejo e perto dos 53% do comércio on line.
A empresa alcançou uma vantagem competitiva frente aos concorrentes, por ter saído na frente em 2003, quando ninguém dava importância ( ou enxergava oportunidade) na venda de móveis via internet. E mais, apostou na especialização, na oferta de uma grande variedade de produtos e principalmente na estratégia de estudar o comportamento de compra de seus consumidores.
Um exemplo foi descobrir que quem navega e define a compra é a mulher, mas que efetua o pagamento é o homem. Ou exemplo, no mínimo inusitado, foi descobrir que os armários precisavam estar com as portas abertas nas fotos para que fossem atrativos o bastante, a ponto de serem comprados via web.
O que quero demonstrar aqui é que cada ano que passa amadurecemos no quesito negócios via web, e não sou só eu – conversei com muitas pessoas neste final de ano – mas muitos profissionais estão percebendo uma agitação diferente para 2008.
Se aqui vale uma previsão, tanto o comércio quanto o relacionamento entre empresas e seus consumidores, por meio das mídias digitais reservarão muitas boas surpresas em 2008, claro, para aqueles que tiverem bom senso profissional…


